19 de março de 2012

O passo decisivo

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“Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente/Ou foi o mundo então que cresceu” Chico Buarque

Na solidão do quarto cheio de pessoas Ana sentia-se sozinha. As conversas não lhe interessavam e constantemente fixava um ponto qualquer e ficava pensativa. Difícil saber no que pensava. Ultimamente falava e andava por aí com uma falta de interesse enorme, era como se para ela o mundo tivesse encolhido, é como se as pessoas houvessem voltado há um estado de ignorância e estupidez completa. Mas, pensava também que talvez fosse ela que houvesse perdido o interesse, a curiosidade, enfim, o prazer da descoberta.
De repente parou de ler, começou a odiar Chico Buarque e o cinema a entediava. Tudo era insuportavelmente sufocante. Nada era bom o suficiente. Sua irritabilidade havia chegado ao extremo, não podia se suportar. Suas ideias começavam a sufocá-la, suas mãos enrugadas lhe fazia sentir uma tristeza mortal e seus olhos eram de uma escuridão dilacerante.
Ontem, foi encontrada morta no seu cubículo, um tiro no olho esquerdo, o estrábico. Deixou um pequeno bilhete, no qual pedia perdão, do que ela não considerava pecado, mas mesmo assim quis a absolvição de todos. Antes de morrer rezou fervorosamente para que sua alma encontrasse a paz que procurava, quem a visse ali de joelhos rezando pensaria que tinha uma fé enorme e que acreditava em Deus, mas não foi pela fé ou por Deus, foi por desespero, foi por ela e para ela que rezou. 

18 de março de 2012

Etapa.

Arquivo pessoal


"Devo é entregar-me. Como se faz? Sei porém que só andando que se sabe andar e - milagre - se anda.” Clarice Lispector in Água Viva

Há pouco mais de dois anos venho publicando neste blog textos de minha autoria e uma vez ou outra frases/textos de outros autores que de alguma maneira me tocaram, mas em momento nenhum escrevi sobre algo que aconteceu na minha vida. No entanto, estou aqui hoje para, pela primeira vez, falar de mim.
Ultimamente estou num estado de espírito fascinante, afinal, em abril, precisamente no dia 11, acontecerá minha colação de grau. Isso mesmo! Em abril serei mais uma pessoa formada em Letras, terminarei uma etapa da minha vida para iniciar outras, tais como, especialização, mestrado e quiçá doutorado. Espero do fundo do meu coração ser uma professora competente e dedicada, apesar dos pesares, pois ser professora é padecer no paraíso.
Agradeço imensamente a Deus, a minha família, que me apoiou nos momentos mais difíceis e aos meus amigos, que me proporcionaram momentos de felicidade e diversão. Agradeço também aos professores inesquecíveis, dos “bonzinhos” aos “linha dura”, afinal, suas teorias e práticas dentro da sala de aula serão de fundamental importância para o sucesso da minha carreira.
Enfim, abri uma exceção para compartilhar com os amigos blogueiros essa alegria imensa! Pois, felicidade quando não cabe num coração deve ser repartida!

Beijos.

Um do outro

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O coração de ambos estava oco, escutavam-se ecos de palavras tristes e o coração doía. Aprenderam um com o outro a serem secos, pedras no caminho. Um era o motivo do sofrimento do outro, mas estavam sempre juntos, sempre sofrendo. Gostavam de doer olhando bem no fundo dos olhos um do outro. Afinal, era melhor sofrerem juntos, do que serem felizes sozinhos.

17 de março de 2012

Pulsa.

 
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Eu queria tanto não dizer nada. Ficar calada, remoendo silêncios, mas as palavras pulsam e bloqueiam qualquer espaço inabitado, qualquer solidão.

16 de março de 2012

Conclusão.

 
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Ninguém é conhecedor de pessoas, logo, ninguém é conhecedor de si mesmo.

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